Instituto Nuno Nunes – Medicina Chinesa Clássica

ANSIEDADE NÃO É FRAQUEZA

Há pessoas que passam anos a ouvir frases como “isso é da tua cabeça”, “tens de relaxar”, “não penses tanto” ou “és demasiado sensível”. E com o tempo começam a acreditar que há alguma coisa errada com elas.

Mas a ansiedade não é fraqueza. Nem falta de força mental. Nem drama.

Ansiedade é, muitas vezes, um corpo que vive há demasiado tempo em modo de sobrevivência.

O problema é que hoje muitas pessoas vivem constantemente aceleradas. Dormem mal. Pensam demais. Trabalham sem parar. Vivem ligadas ao telemóvel. Têm pouco silêncio, pouco descanso verdadeiro e quase nenhum espaço para processar aquilo que sentem.

O corpo adapta-se durante algum tempo. Aguenta. Compensa. Mas chega um momento em que começa a dar sinais.

O coração acelera sem motivo aparente. A respiração fica curta. O peito aperta. O intestino altera. Os músculos vivem tensos. O sono deixa de reparar verdadeiramente. A cabeça nunca desliga.

E depois aparece o medo.

Medo de adoecer. Medo de perder o controlo. Medo de não conseguir aguentar. Medo de si próprio.

O mais difícil na ansiedade é que muitas vezes a pessoa parece “normal” por fora. Continua a trabalhar. Continua a sorrir. Continua a cumprir responsabilidades. Mas por dentro vive cansada, sobrecarregada e em alerta constante.

Aquilo que chamamos ansiedade não está apenas na mente. Está no sistema nervoso inteiro. Está no corpo todo.

Por isso é que apenas “pensar positivo” raramente resolve. O corpo precisa de voltar a sentir segurança. Precisa de descanso verdadeiro. Precisa de respirar melhor. Dormir melhor. Sentir menos pressão. Precisa de parar de viver como se estivesse permanentemente em perigo.

E isto começa, muitas vezes, por aprender uma coisa simples: não temos de estar sempre fortes.

Há momentos em que o corpo não está a falhar. Está apenas a pedir ajuda da única forma que consegue.

Tags :
SAÚDE FÍSICA E MENTAL

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